10 curiosidades sobre aranhas de modo geral

21 julho 2016

Olá, como estão?
Bem, como eu disse no post de terça (19/7), eu tive uns probleminhas alguns dias atrás e acabou atrapalhando o meu cronograma do blog, mas felizmente, já consegui resolvê-los e a partir de semana que vem as postagens serão feitas nos dias corretos! Hoje será o primeiro post com essa temática, vai se chamar "quarta curiosa" haha e irei trazer sempre algumas curiosidades de biologia e também irei utilizar o espaço para conscientização ambiental.
Bem, para estrear com o quadro, começaremos com alguém que não é vista com tanta simpatia pelas pessoas: as aranhas.
Um grupo pequeno ama e um outro maior tem pavor
1. As aranhas são seres pertencentes do filo Arthropoda e classe Arachinida. Assim como elas, outros animais como: escorpiões, carrapatos e ácaros também compõe o grupo dos aracnídeos, que apesar da diferença de forma de cada um, existem muitas características em comum. O corpo dos aracnídeos é dividido em cefalotórax e abdome, podendo também se chamar de prossomo e opistossomo, respectivamente. No caso dos ácaros essa divisão não é tão perceptível.

2. As aranhas não possuem mandíbulas para triturar o seu alimento, possuindo então duas estruturas que auxiliam durante a alimentação: quelícera e pedipalpos, ambos encontrados no cefalotórax. O pedipalpo tem como função sensorial, servindo para selecionar o alimento, segurá-lo e levá-lo à boca, porém, nos machos, também possui a função copulatória. Já no caso das quelíceras, podem ter diversas funções como: inocular veneno, no caso de algumas aranhas; manipular, e, em algumas espécies, podem, rasgar e triturar alimentos; carregar ovos e até mesmo cavar buracos.

3. Algumas aranhas possuem glândulas de veneno, de modo que ao furar sua vítima com suas presas, ela injeta o veneno de modo suficiente para conseguir paralisar ou até mesmo matar suas vítimas, o que de certa forma faz com que tenha certeza de que se alimentará de forma segura. 
4. Somente a família Uloboridae não possuem glândula de peçonha, compensando tal fato com a capacidade de envolver de forma ágil suas presas em seda com suas pernas dianteiras particularmente longas.
5. A maioria das aranhas não comem suas presas inteiras, sendo assim, é expelido enzimas digestivas no animal ou no seu interior, sendo este utilizando as presas, no caso de algumas aranhas, de modo que deixe o exoesqueleto do animal mais ou menos intacto. Em seguida, é sugado os restos liquefeitos para o estômago através de pêlos nas quelíceras e na boca, funcionando como filtro. Já outras espécies mastigam suas presas com "dentes" serrilhados nas quelíceras (como mostra a imagem a cima) antes de vomitar os fluidos digestivos no corpo do animal e sugar os restos liquefeitos.
6. Apenas algumas espécies como a aranha-caranguejo possuem quelíceras extremamente fortes, capazes de perfurar sua presa para injetar o líquido digestivo. Isso permite que a aranha possa se alimentar mais tarde, tornando mais fácil para ela sugar os restos liquefeitos de sua vítima.
7. Fiandeira é o local onde ocorre a produção da seda, localizado no final do corpo, é aonde ela tece a teia. Contudo, no caso das aranhas saltadoras, ela também é utilizada como um espécie de paraquedas, para que consiga controlar sua descida com segurança, caso haja uma queda ou tenha que saltar em busca de uma presa. Algumas espécies podem usar a seda também como revestimento de seus ovos (ooteca) em um tentativa de protegê-los de outros predadores. As viúvas-negras (Latrodectus) realizam a tanatose (comportamento de fingir que está morto) quando retirada de sua teia.
Aranha tecendo a teia. Crédito: Biancophoto
8. Existem oito espécies da aranha armadeira (Phoneutria), são as únicas que não fazem teias, utilizando sua seda como revestimento de seus ovos (ooteca); são solitárias, não tem residência fixa e de hábitos noturnos; são consideradas caçadoras ativas e muito agressivas. Um objeto que a faça se sentir ameaçada, chegando numa distância aproximada de 30 à 40 cm, pode fazer com que a aranha arme o bote, ficando praticamente de pé, encolhendo os dois últimos pares de pernas. Suas pernas dianteiras podem chegar até 17 cm de envergadura.

Aranha armadeira com sua ooteca
No vídeo abaixo podemos ver exatamente o momento em que a aranha se levanta, se "armando", fazendo jus ao nome. Quem fez o vídeo cometeu um erro ao chamá-la de aranha caranguejeira, quando na verdade é aranha armadeira. Outra coisa super irresponsável que acontece durante o vídeo é o homem querer que o cachorro "ataque" a aranha, pois sua peçonha tem ação neurotóxica e cardiotóxica, podendo muitas vezes ser fatal.


9. Algumas espécies de tarântulas, também conhecidas como caranguejeiras, possuem pêlos chamados de urticantes, que funcionam como sua arma de defesa quando se sentem ameaçadas. Ao esfregar as patas traseiras contra o abdome, as tarântulas podem lançar uma nuvem desses pêlos que são compostos por múltiplas farpas e podem causar forte irritação nos olhos, pele e vias respiratórias. Uma curiosidade é que por serem finos demais, torna-se muito difícil extrair os pêlos da córnea do paciente, sendo assim, é aconselhável  que os criadores de tarântulas utilizem óculos de proteção ao entrar em contato com esses animais.
10. Theraphosa Blondi, é a maior espécie de aranha caranguejeira já encontrada no mundo. Nativa do norte da Amazônia, Suriname, Venezuela e Guiana. Tem um comportamento considerado bastante agressivo e suas picadas, apesar de não serem tão tóxica aos seres humanos, podem provocar náuseas, sudorese e muita dor.
Fêmea da Theraphosa Blondi e a mão de uma mulher para uma escala comparativa de tamanho. Crédito: http://spiderbytes.org/tag/theraphosa-blondi/
Curiosidade extra: Na verdade, essa não é sobre as aranhas em si, é mais sobre mim mesma. Eu tenho pavor de aranhas, mas mesmo assim esse ano eu resolvi fazer uma oficina de identificação de aranhas peçonhentas brasileiras, durante a semana de biologia na UFRJ. Achei um máximo! Tinham três caranguejeiras expostas para tocarmos, mas mesmo morta, não tive coragem de mexer. O máximo que eu fiz foi ver a aranha marrom e a armadeira na lupa (que também estavam mortas, claro), e umas outras em uns vidrinhos. Contudo, apesar do meu grande medo, confesso que me agrada estudar um pouco sobre elas! Depois eu faço uma postagem sobre outras curiosidades sobre elas haha.

Fonte:
Hypescience

Mandy.

2 comentários

  1. Muito interessante, sempre admirei as aranhas, por mais lindas e fascinantes que são, é bom manter distância rsrs.

    Gostei muito do seu blog, bjs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu sempre tive muito medo da maioria dos bichos, algumas aulas, pra mim, de zoologia na faculdade foram bem difíceis por ter que lidar com o meu medo bem perto e ter que conseguir controla-lo. Aranhas são bem interessantes mesmo, depois que eu fiz essa oficina bem ao acaso, eu comecei a admirar mais, tinha gente brincando com a caranguejeira que estava exposta lá no dia, mas pra mim não dava haha.
      Obrigada! Volte sempre :*

      Beijo,
      Mandy.

      Excluir

© Copyright DE LOUCOS TODOS SOMOS UM POUCO | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.
Designer e programação por: DRÊ DESIGN.
imagem-logo